Prometeu Ainda Acorrentado

Estrelas cadentes e luzes de santelmo
Pressentem em sua efêmera existência 
Que a Espécie Humana é uma e a mesma,
De matéria idêntica à fênix e o fogo-fátuo.

A esperança de Prometeu aos homens,
—A mínima chama que o poupa da insânia,
Em seu martírio milenar, ápice do Cáucaso—
Foi a humanidade fazer jus à titânica dádiva.

Mas nossa primeira guerra foi pelo fogo.
Depois queimamos Troia, Persépolis, Cartago.
Uma vida humana pode renascer em fênix,
Não um liquefeito amor, e nunca civilizações.

Prometeu se desespera, ainda acorrentado:
O Novo Faetonte queima a terra inteira!
As guerras já serão pela água e pelo ar,
Pela migalha e pelo teto que restar.

O sombrio Titã olha nos olhos das estrelas,
Às vezes pensa ver uma lágrima passar.
Montanha abaixo vidas reluzem e apagam
De matéria idêntica à fênix e o fogo-fátuo.

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