Quimeras (II)

sou a carne que habitamos
        o todo onde queimamos:
junto ao corpo os sonhos
        dos muitos que já somos.
todos nós quimeras
        da vida à nossa espera,
tão longa e serpentina,
        e enganosa a sua língua:
ela fala em labirinto
        com a voz do próprio abismo
onde nós somos outros
        dentro do grito de todos.

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