Do Profundo

Cristalinas se manifestam,
As águas que chamam o deserto:
Onde meu corpo era leveza,
Em uníssono com o universo.

O tempo nasce no passado,
Um longínquo refratado...

Suas águas ainda ondulam,
Onda e vento andam juntos,
O eu atmosférico afunda,
E vai muito além das nuvens.

A vida se avista ao longe,
Sua orla chama pelo nome...

Ondas na areia muda,
Ventos no azul difuso,
Suspendo na água o corpo,
Na água, origem de tudo:

Nade rumo a mim...
Disse a voz do profundo.

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